Craft: Uma nova rede de artífices
15/12/2011
Vou tentar fazer aqui um resumo do meu trabalho de conclusão na graduação de design apresentado na última semana, que se chama: Projeto gráfico-editorial sobre Craft com aplicações de técnicas artesanais, que se trata do projeto e produção do livro Craft: Uma nova rede de artífices.
Contexto
O avanço das redes de computadores tem sido um grande agente estimulador de mudanças de comportamento, principalmente no que se refere às atitudes de colaboração, compartilhamento, pró-atividade e auto-exposição. Esta situação provavelmente se associa a um comportamento notável em que Lupton (2006) examina que em todos os lugares pessoas têm produzido suas próprias coisas com diferentes fins, seja por economia, satisfação estética ou pela independência das grandes corporações. A autora destaca que o princípio destas motivações de práticas e políticas se concentra no prazer em desenvolver uma ideia, concretizá-la e compartilhar essas experiências. A associação que se faz com a internet ocorre por esta motivar a liberdade e a autonomia, o que estimula a repetição destas posturas em outras atividades em que a produção é acessível. Esta iniciativa por um consumo alternativo em que a pessoa participa da produção de sua própria mercadoria tem origem no “faça você mesmo”, filosofia que se baseia no sentido não denotativo de “produzir com as próprias mãos”, em que não há a necessidade de ser especialista no assunto, mas ter o simples objetivo de aprender e fazer acontecer. Entende-se que este comportamento sai do âmbito da internet e se transpõe para a vida real por meio da valorização de uma vida mais simples em contraste com as novas tecnologias, no qual o “faça você mesmo” e a prática artesanal aparecem como pontos relevantes dessas mudanças. É a partir disto que o trabalho esteve embasado, no qual o Craft, ao exaltar a importância do artesanato criativo, conseguiu força através de um instrumento de tecnologia, a internet.
O trabalho tem como objetivo desenvolver o projeto gráfico-editorial para o livro Craft: uma nova rede de artífices, em que é abordada a comunidade Craft – prática que valoriza o artifício da produção criativa e a filosofia do “faça você mesmo” ao propor um renascimento do artesanato tradicional.
Como princípio tem-se a valorização da prática em projetos de design a fim de promover a aprendizagem por meio de técnicas manuais e artesanais.
Além de conceitos relacionados ao Craft, há também o conceito de experimentação no design que é explorado a partir de técnicas artesanais e materiais não habituais no design gráfico, e assim busca-se evidenciar a importância do processo no desenvolvimento de projetos.
Projeto
No que se refere ao conteúdo visual do livro, o conceito se torna visíveis por meio dos elementos editoriais como ilustrações, letras desenhadas, impressões por meio de stencil e serigrafia, recorte de papel e a encadernação. Quanto ao conteúdo textual, este foi produzido por Oriel Frigo, que se propôs a apoiar o projeto ao contribuir com reflexões sobre o Craft relacionando-o a outros temas, como questões históricas e de comportamento, relações de trabalho, ativismo e feminismo.
Buscou-se produzir o livro da forma mais artesanal possível com os recursos que se tinha. Sendo assim, eu produzi todos os desenhos, o stencil, o papel reciclado da primeiro página, sua impressão (serigrafia) e a da capa também, assim com o bordado e o revestimento com tecido e a encadernação. Não consegui imprimir o miolo em serigrafia, pois eu não tinha o materia adequado para o nível de detalhamento, então foram impressas em serigrafia por uma empresa especializada. As imagens do processo e o resultado do trabalho pode ser conferido abaixo.
Para quem tiver interesse em conhecer a comunidade Craft, estes temas são abordados em textos breves divididos em cinco capítulos, com os seguintes títulos: Introduzindo o Craft; A nova onda do Artesanato; Craft e as relações de trabalho; Craftivismo; Craft e Feminismo.
Além disso, o título escolhido para o livro foi “Craft: Uma nova rede de artífices”, em que o título principal evidencia o assunto tratado no material, enquanto o subtítulo relaciona a forma como esta comunidade de artífices interage, como uma rede ligada a vários pontos que transmite informações, o que pode facilmente estar relacionado à internet e que certamente representa o Craft na era da informação.
Obs.: A versão virtual é a digitalização do material impresso. Então o aspecto ficou bem diferente do real. Quem tiver a oportunidade de ir no departamento de design da Univille, pode conferir o modelo ao vivo.
LUPTON, Ellen. D.I.Y.: Design It yourself. New York: Princeton Architectural Press, 2006.
mousse de chocolate (a base de abacate)
17/11/2011
Essa receita encontrei neste blog, mas fiz uma pequena modificação que ficou melhor para o meu gosto.
Os ingredientes são simplesmente:
- meio abacate maduro
- meia xícara de chocolate em pó
- 1 colher de chá de açucar
Bata o abacate (pode ser no liquidificador) até ficar cremoso. Junte o chocolate em pó e mexa bem. Acrescente o açucar.
É possível que alguns pedaçinhos da fruta fiquem inteiros, mas eu também não vejo problema nisso.
A quantidade da receita pode render para até 3 pessoas (o abacate é bem consistente).
E com um moranguinho vai bem.
bolinho de espinafre
12/11/2011
Eu adoro os bolinhos de espinafre da minha mãe e acho uma boa compartilhar a receita.
Ingredientes:
- Espinafre
- Trigo
- Alho
- Sal
- Fermento
Não coloquei as quantidade porque geralmente ela é feita no olho :P
Preparo:
Cozinhe rapidamente uma boa quantidade de espinafre numa pequena quantidade de água com um pouco de sal, só para amolecer as folhas. Coloque as folhas num precessador e jogue um pouco da água do cozimento para ajudar a triturar, bata junto com o alho (um dente de alho pequeno está bom). Transfira para um recipiente e acrescente o trigo aos poucos até alcançar uma consistência cremosa (se adicionar muito trigo perde o gosto). Adicione um pouquinho de fermente e, se preferir, outros temperos (pimenta, noz moscada…). Esquente bem o óleo e coloque pequenas quantidades da mistura. Vire os bolinhos para fritar os dois lados.
Aí tá o resultado. Com um arroz temperadinho vai bem!
homus e tahine caseiro
25/09/2011
olá pessoas! a receita da vez é o prato árabe homus.
homus é uma pasta de grão-de-bico e o tahine é o ingrediente essencial do homus, que é uma pasta de gergelim. esta é a primeira vez que faço este prato com o tahine feito em casa. o homus também pode levar vários outros ingredientes, mas desta vez resolvi fazer da forma mais simples.
primeiro vai a receita do tahine:
- 1/2 xíc. de chá de sementes de gergelim (torrado)
- 1 colher de chá de óleo de gergelim (eu não tinha em casa, usei o de girassol mesmo)
- sal a gosto
- um pouco de água morna para umedecer
preparo:
triture as sementes no liquidificador. acrescente o óleo e sal e continue triturando. coloque um pouquinho de água e continue batendo até ficar cremoso.
na real o resultado fica muito parecido com uma pasta de amendoim.
agora a receita do homus:
- 200g de grão-de-bico (+ou- 1 xíc. e meia)
- 5 colheres (sopa) de tahine
- sal a gosto
- 4 colheres (sopa) de suco de limão (+ou- meio limão)
preparo:
deixe o grão-de-bico de molho por pelo menos 4 horas. depois cozinhe em água sem sal até amolecer os grãos.
agora vem a parte trabalhosa. deve-se retirar a casca dos grãos para que a pasta fique com uma textura mais homogênea.
bata os grãos cozidos no liquidificador junto com a água do cozimento (cerca de 1 xícara). depois junte o tahine, sal e suco do limão e bata até ficar cremoso.
sirva com pão sírio e você ainda pode decorar com salsinha ou cebolinha frescas e regar com azeite de oliva.
esta receita tem um rendimento médio.
o gosto é suave, mas no caso de querer um gosto mais marcante você pode preparar com outros ingredientes como cebola, alho, pimenta, de acordo com a sua preferência.
extra:
lembram das cascas retiradas do grão-de-bico? pois é, não quis desperdiçá-las e resolvi experimentar fazendo mais um creme com as cascas.
neste caso triturei as cascas num processador junto com 1 dente de alho pequeno, azeite de oliva, sal e um pouquinho de água.
passei o creme em fatias de pão e assei até dourar o pão. joguei um pouco de gergelim e azeite de oliva por cima.
o mesmo pode ser feito com o homus, mas no caso deste creme ele fica melhor depois de assado.
brownie vegan
26/07/2011
aqui vai meu primeiro bolo vegan e também a primeira receita vegan do blog.
mesmo não sendo adepta, estou pensando em postar mais receitas com essas restrições, pois serão mais inclusivas ao favorecer um maior número de pessoas.
acho interessante esse tipo de alimentação por seus motivos éticos, filosóficos e políticos, mas complicado quando se trata de manter uma alimentação equilibrada, principalmente comendo fora de casa. mas acredito que se a pessoa se esforçar e cuidar pode conseguir uma alimentação bem mais saudável do que a maioria das pessoas costumam ter. vejo que o problema está no esforço e talvez por isso mantém as pessoas afastadas. eu, por exemplo, comecei a me esforçar mais agora que descobri uma intolerância a lactose. a resistência é foda, mas na real fiquei feliz com a notícia. foi um empurrãozinho a mais para mudar meus hábitos.
agora vamos ao que interessa.
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 xícara de água
- 1 xícara de açucar mascavo
- 1 xícara de açucar
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de essência de baunília
- 3/4 xícara de chocolate em pó
- 1/2 xícara de óleo
- 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 1/2 xícara de nozes picadas

preaqueça o forno em temperatura média (coloquei 180˚) enquanto prepara a massa.
misture em um recipiente o trigo, o chocolate em pó, o açúcar normal e o mascavo.
aos pouco acrescente a água e o óleo, depois o sal, a essência, o fermento e as nozes picadas e misture bem.
despeje a mistura numa forma untada e coloque no forno. depois de 30 minutos mais ou menos estará pronto. espere esfriar e se preferir polvilhe chocolate em pó por cima.
obs:
com base nos brownies que já experimentei, este ficou no meio termo entre brownie e bolo de chocolate. ainda não pensei no que poderia mudar.
também colocaria mais do que meia xícara de nozes.


















