De Rennes à Bécherel à vélo

     Depois de um domingo chuvoso, acordamos na segunda de páscoa com vontade de aproveitar o último dia do feriadão. Já era nosso plano dar um rolê de bici em uma outra cidade. Se tivesse feito bom tempo no domingo teríamos tentado ir pra Dinan, contornando o rio Vilaine. Porém num bate e volta a gente não poderia ir muito longe. Foi então que pesquisando um pouco na internet, enquanto tomávamos café, encontrei nosso destino: Bécherel! Mal conhecia a cidade, só havia visto divulgação aqui em Rennes de uma tal “festa do livro” que estava rolando lá neste final de semana. Bom, 32km de trajeto de bicicleta no googlemaps. Nada mal para conhecer um pouquinho melhor nosso departamento (Ille-et-Vilaine). Não conhecíamos as estradas, nem as cidades que iríamos passar. Pegamos só o GPS do celular e fomos ver no que ia dar.

Rota traçada:
Saindo de Rennes pela Bd de la Robiquette > Montgermont > (Route du Meuble) Chapelle-des-Fougeretz > Montgerval > Gévezé > Langouet > Miniac-sous-Bécherel > Bécherel

      O caminho até Chapelle-des-Fougeretz foi bem tranquilo, todo com ciclofaixa. Esta primeira cidade foi uma surpresa agradável. Super pequena, mas muito simpática.

Chapelle-Ftz

Dando uma volta por dentro da cidade, encontramos ainda um jardim marroquino.

jardin-maroc

      Depois pegamos o caminho para Gévezé passando por Montgerval. Nada de muito interessante nessas duas cidades. Porém, é bom avisar que esse caminho até Langouet não foi muito agradável. Falta via segura para ciclistas, sendo que em uma grande parte não tem nem acostamento na estrada.
Pelo menos, depois de Langouet veio a melhor parte do trajeto. O caminho atravessa toda a área rural, passando por alguns pequenos vilarejos e fazendas. É uma estradinha asfaltada que só dá passagem pra um veículo. Foi a parte mais segura de toda a viagem, pois o volume do tráfego é muito baixo.

miniac-centre

       Miniac-sous-Bécherel foi a última cidade antes de chegar ao destino final. Também é híper pequena, mas bem bonitinha.

manoir-verger

Manoir du Verger, século XVII. Casa de um senhor feudal aí.

      Um pouquinho mais adiante e já podíamos avistar Bécherel. A gente nem sabia que a cidade ficava em cima de uma colina. Foi uma outra surpresa ver essa paisagem.

miniac-becherel

Enfim, chegamos, pelos fundos da cidade. Pausa pro lanche e descanso antes de subir a colina.

etang-becherel

      Então chegamos na cidade dos livros. A cidade com pouco mais de 700 habitantes concentra dezenas de livrarias, artistas e artesãos do livro. Durante a “fête du livre” as ruas ficam cheias de bancas e atividades culturais. E conferências são realizadas na “Cité du Livre”, primeiro estabelecimento público dedicado ao livro na França.

fete-du-livre

      Porém, essa tendência literária é bem recente. A cidade é um antigo forte que durante a idade média foi ocupada pelos ingleses por sua localização estratégica. Entre o século XVI e XVIII, principalmente após a Revolução Francesa, a cidade se tornou uma grande produtora de linho e cânhamo. Mas com a chegada do algodão na França, a produção de tecido em Bécherel enfraqueceu. Bom, depois veio as usinas de couro, sapato e máquinas agrícolas e mais tarde a produção leiteira. Mas foi só com a chegada do caminho de ferro ligando a cidade à Rennes que a região se desenvolveu. E foi com o reconhecimento em 1978 de “pequena cidade caractere” da França que incentivou diversas livrarias e artesãos a se instalar na cidade.

cite-du livre

Para finalizar, mais alguns detalhes sobre a viagem.
A ida durou quase 5 horas. Vale lembrar que é uma região mais alta e que fomos parando em todas as cidades que passamos.
A volta durou 1h50. Sabendo já o caminho, sem parar nas cidades e descendo bastante até Rennes.

bicicletada na cidade da chuv… bicicleta!

Joinville possui vários títulos que a definem, um deles é “cidade das bicicletas”. Porém seus representantes não se esforçam o suficiente para manter este título.Oficialmente a chuva não é considerada entre os títulos, mas quem vive lá sabe bem que a natureza faz seu trabalho mais do que o suficiente para receber esse título.

Pra cidade que é mais da chuva do que da bicicleta, aí está mais um cartaz para a bicicletada de Joinville.

2013-bici-chuvaville

cartaz: massa crítica joinville

Cartaz feito para a massa crítica de joinville do mês de fevereiro.

Aproveito pra convidá-los a participar da volta que a galera vai dar pela cidade com seus veículos não motorizados, em especial a bicicleta.

Todos desejam uma cidade acessível, em que haja respeito e que todos convivam bem. As condições oferecidas aos ciclistas nas ruas de Joinville (como na maioria das cidades) apresentam muitos problemas, porém temos que olhar a situação como um todo, pois os problemas estão interligados e cada mudança num ponto afeta também os outros.

Por isso a temática escolhida para este mês é o transporte coletivo por conta da licitação que está ocorrendo este ano. A ação também será em apoio a Frente de Luta pelo Transporte Público que vem trabalhando desdo final do ano passado para que a situação do transporte coletivo na cidade seja levada a sério, priorizando os interesses da população. A luta é por um transporte que seja realmente público, gratuito e de qualidade, garantindo à todos o acesso à cidade.

Então, bora encontrar a galera amanhã (24/02) às 18h na praça da Bandeira!

E só para finalizar o post do cartaz, mostrar uma pouquinho de como foi o processo, como sempre :P

Ao lado está o rascunhão em caneta nanquim que depois foi digitalizado. Mas a diagramação foi toda no computador mesmo.

patch bordado a mão

vou mostrar agora como se faz este patch.

é simples, mas vou explicar pra quem quiser aprender.

material:

  • papel
  • caneta
  • pedaço de tecido
  • agulha
  • fio (de preferência mais grosso que a linha de costura)
  • tesoura

desenhe na folha o que quiser bordar, irá servir como apoio na hora de bordar o tecido.

se o tecido for escuro, pode desenhar nele pra seguir as linhas.

neste caso foi feito dois tipos de costura que abaixo tentei ilustrar: a linha preta representa o tecido visto de lado, a linha rosa o fio, as flexas o percurso.

o primeiro caso é o ponto alinhavo em que o fio entra e sai do tecido formando um tracejado.

no segundo caso o espaço entre o tracejado tem que ser tampado, para isso tem que dar uma volta a mais no mesmo ponto para fechar.

então, comece fazendo um nó e veja se está firme. vá seguindo as linhas do desenho na ordem que achar melhor.

no final o resultado do bordado ficará parecido com este.