nossos pratos

Só pra não perder o costume, deixo aqui mais algumas ideias de pratos.

O primeiro é clássico aqui em casa. Arroz, purê de batata, farofa de farinha de mandioca com alho refogado, e champignon paris picado e refogado na cebola e shoyu.

pure-farofa-champs

Segunda opção, não tão clássica. Vagem com pimentão vermelho refogados com alho, batata ralada e cebola assados no forno, champignon paris inteiro também assado no forno, e o substituto do arroz: grãos de “sarrasin” com avelã.

mistureba-vagem

Boa inspiração!

pimentão recheado com champignon

Mais um prato com champignon, porque eu adoro!! No Brasil é caro :/
Então agora de volta a França, estou aproveitando (:

Rango bem fácil esse.

1 pimentão verde grandinho, uns 10 champignons frescos médios, 1 dente alho grande e sal.

champignon-pimentao

O champignon:

Lavei, tirei a pontinha do estipe (caule) e cortei em fatias grossas. Refoguei o alho no azeite e juntei os champignons. Coloquei um pouco de sal, pimenta e um pouco mais de azeite e deixei amolecer até criar um caldo escuro do próprio champignon.

O pimentão:

Depois de cortar a ponta do pimentão e tirar as sementes, dei uma esquentada na panela pra dar uma tostada por fora e não amolecer tanto (rola deixar mais molinho, refogado e tal. Mas eu preferi deixar mais fresco pra não perder a textura croc do pimentão.

A ordem não tem muita importância. No fim recheie o pimentão e deixe mais um pouquinho na panela pra servir quentinho.

pimentao-recheado

Servi então com umas rodelas de rabanete e fiz um couscous com ervas pra acompanhar.

pimentao-recheado-prato

Ainda usei o pimentão e rabanete que peguei na récup da última feira!

noite vegetariana | kasvisruokailta

Na última semana, passando por um dos murais da universidade, me deparei com um cartaz que me chamou atenção por ser diferente dos outros. Desenhado e pintado à lápis e com colagem de letras de revista – fazia tempo que não via um desses. Se fosse depender dos textos ia me passar despercebido já que sei quase nada de finlandês. No entanto vendo as figuras, de primeira achei que era algo relacionado a comida e pelos alimentos usados tinha chance de ser vegetariano. Quando vi “2 euros”, fui logo tirando uma foto pra traduzir quando chegasse em casa.

E valeu a pena mesmo. Era uma noite vegetariana organizada por um grupo ambientalista de estudantes da universidade. Chegamos lá (eu e o Oriel) e entramos pelos fundos de um prédio comercial no centro da cidade. Fomos recepcionados por uma das meninas que recolheu nossa contribuição. O lugar era tipo um salão de festa de condomínio, e quando entramos o pessoal já estava arregaçando as mangas e pegando os alimentos para cortar.

Eramos os únicos estrangeiros e parecia que todos ali eram conhecidos ou faziam parte do mesmo círculo de amigos, o que nos deixou meio tímidos. Mas logo começaram a falar com a gente em finlandês e ao perceberem que não entendiamos se puseram a falar em inglês e mostraram no que a gente podia ajudar pro preparo do rango.

Esta é uma das coisas legais da Finlândia, todo mundo sabe entre 2 à 4 idiomas, entre eles finlandês, suéco, inglês e russo. Entre os jovens estudantes praticamente todos se comunicam bem em inglês, e apesar de ser um povo tímido (reservado com quem não conhece bem) estão sempre dispostos a ajudar e a conversar quando percebem que o outro está perdido.

Enquanto alguns preparavam os alimentos, outros conversavam no sofá e ainda tinha alguns que iam para a sauna. Sim, o vício dos finlandeses. Tem sauna por todo lugar e parece que toda hora é hora de sauna ;P
O interessante é que apesar do jantar ser vegetariano, percebemos que várias pessoas ali eram oníveras. Dá pra ver que eles acham importante, ainda mais por se tratar de um grupo ambientalista, porém não levam isso 100%. O último dado (2008) que encontrei sobre a população vegetariana na Finlândia era de 3 à 5%. No Brasil, a população vegetariana chega a 9% (2010). Então além da quantidade, a proporção de vegetarianos no Brasil é bem maior. O mais engraçado é que na Finlândia praticamente todos os restaurantes servem pelo menos 1 prato vegetariano (sem origem animal) e no mercado têm várias opções também. Além de não faltar opção, os finlandeses têm boas condições financeiras (a maior parte é como a classe-média alta do Brasil) e o nível de educação é bem alto. Não sei, mas achei curioso.

Mas… finalmente o rango ficou pronto, e o menu foi uma entrada de sopa com croutons, que na verdade eu ainda não tenho certeza do que era, pois não era um gosto familiar. Lembrava algumas dessas raízes que temos no Brasil e pelo o que eu pesquisei é chamado de tupinambo, em português. Eu curti :)

O segundo prato foi um refogado de batata, cenoura, beterraba e cebola, mais seitan frito e um molho delicioso de champignon.

E de sobremesa foi um caldo de frutas vermelhas com um pudim de leite de côco.

(As fotos não tão muito boas, pois são de celular)

Olha, repeti em todos os pratos e fiquei cheiassa. Tava bem bom, além de conhecer o pessoal e trocar umas ideias :)  E tudo por 2 euros (±5 reais), bem em conta considerando estar na Finlândia.

Além do mais, achei bem legal a ideia de organizar um jantar que a galera colabora junto. Acho que muitas vezes as pessoas desanimam de organizar esses jantares pois dá muito trabalho, mas com cada um fazendo um pouco fica bem mais prático, a galera interage mais e ainda aprende como preparar os rangos.

champignon + repolho

Aí vai uma sugestão, ou melhor, duas sugestões pra quem tiver repolho e champignons frescos em casa.

Rechear é a ideia principal. No primeiro caso usei champignos frescos, retirei os estipes (o “caule” do cogumelo) e botei pra assar com azeite+sal em forno médio por cerca de 20 minutos. Numa panela, refoguei o repolho com cebola e temperei com gengibre+sal+orégano. No fim recheei os cogus com o repolho.

No segundo caso, usei as sobras (estipes) dos champinons retiradas antes – Dá pra usar o champignon inteiro. A textura do chapéu é mais macia, enquanto o estipe é mais seco e firme. Deixei de molho no shoyo (bem pouco, só pra umedecer), refoguei a cebola, juntei as sobras do champignon e temperei com um pouco de pimenta. E pra terminar despejei o refogado em uma folha de repolho crua.

É isso, bem simples, leve e gostoso :)

E só pra terminar, experimentei pela primeira vez uma Ginger beer, uma bebida inglesa fermentada com gengibre. É bem suave e de baixo teor alcoólico, praticamente um refrigerante hehe Apesar disso achei bem gostoso.

amanita muscaria no jantar

Com a quantidade de amanita muscaria encontrada pelas ruas na Finlândia, não teria como não nos interessarmos por esse belo fungo de cor vibrante, tão presente na cultura do entretenimento infantil (desenhos animados, games, etc.). Então fomos, eu e Oriel, em busca da origem e formas de utilização desse cogumelo. Mais pra frente, o Oriel vai falar no seu blog sobre os mitos, efeitos psicoativos e a presença simbólica desse cogumelo na religião e cultura popular. E no caso eu, vou falar aqui sobre nossa experiência culinária :)

Nos últimos anos, posso dizer que cogumelos foi uma das minhas melhores descobertas na cozinha. Suas texturas e gostos me agradam demais. Então, quando me vi aqui rodeada por estes (de graça, esperando para serem colhidos) não hesitei em experimentar.

A ideia de postar sobre esse cogumelo é mais para desmistificar a crença de que esse tipo de cogumelo não é comestível de jeito nenhum, que você vai parar no hospital e etc., argumentos muitas vezes utilizado até pelos finlandeses, que convivem com eles dia-a-dia nos bosques e ruas da cidade.

Antes de mais nada, amanita muscaria é sim tóxica, porém não o bastante para te matar. É possível ter efeitos como náuseas, vômitos e até alucinações. Porém, se não é isso o que você procura, a única coisa que é preciso fazer é desintoxicar :)

O processo é bem simples. Lavar e retirar os pontinhos brancos, ferver com uma boa quantidade de água e sal por cerca de 15 minutos, trocar a água e cozinhar por mais uns 3 ou 5 minutos. O que vai acontecer é que as substâncias vão sair na água, descolorindo o cogumelo e deixando a água amarelada. Pois é, seria bem mais interessante se ele continuasse com o aspecto inicial, mas é a consequêcia do processo. No fim do post vou deixar alguns links com mais explicações e um vídeo.

Então, depois da desintoxicação, nós assamos os cogus com azeite de oliva, orégano e pitadas de sal. E pronto, douradinhos e deliciosos… e sem nenhum efeito colateral :)

links:

vídeo com exemplo de desintoxicação: http://www.youtube.com/watch?v=T1MZSRnMmxA

relato sobre o encontro com o cara que escreveu um artigo desmistificando o cogunelo: http://fat-of-the-land.blogspot.fi/2010/12/down-rabbit-hole-with-david-arora-part.html

mais um relato: http://honest-food.net/2011/12/24/eating-santas-shroom/

Todos os links são em inglês, pois não encontrei outros interessantes em português :(

bilberries

Depois de vários dias com mau tempo em Joensuu, finalmente amanheceu com sol (mesmo que fraco).

Acabei ficando gripada pelos últimos dias e acordei bem cansada, mas eu queria muito aproveitar pra sair já que não estava chovendo. Então resolvemos dar uma volta na trilha em frente o nosso apto e colher algumas frutinhas silvestres.

Como não é uma fruta comum no Brasil, no início pensávamos que essas pequenas frutas que nascem vermelhas e ficam azuis, quase pretas, eram as tais das blueberries. Porém, ao buscar na internet percebemos que essa era uma outra variação do gênero vaccinium, e que na verdade elas se chamam bilberries.

Há um tempo atrás fomos em um jantar finlandês na casa da Elina, uma menina finlandesa. De sobremesa ela serviu uma “torta” típica chamada Mustikkakukko, conhecida também como Rättänä no leste da Finlândia, onde estamos. Claro que eu também resolvi testar.

Na receita original é usado blueberries e a massa é feita com farinha de centeio, que é muito utilizada na cozinha finlandesa. A receita que ela usou foi essa, acompanhada com sorvete. É realmente uma sobremesa muito deliciosa.

Como eu não tinha os ingredientes certos, acabei fazendo uma adaptação com as bilberries e outro tipo de massa. A Rättänä foi mais uma inspiração, pois o resultado é bem diferente, porém não deixou de ficar muito gostoso :)

pastel integral de forno

pra variar um pouco, hoje a janta foi com pastelzinhos assados acompanhados de cerveja Kvass, tradicional bebida russa, produzida aqui na Finlândia.

a massa peguei da chubbyvegan e só fiz a adaptação com farinha integral.

fiz dois tipos de recheio: um tomate seco e o outro cenoura ralada+pepino refogados

ambos temperados com cebola refogada e orégano.

:)

sugestão: sabores de pizza

agora, aqui em casa, estamos pegando a mania de comer pizza aos domingos.  já era algo que acontecia na casa dos meus pais, mas agora além de comer estamos fazendo as pizzas, o que torna a coisa ainda mais prazerosa.

vejo esse momento como uma forma de terminar o final de semana bem, já que pra mim domingo sempre parece desanimador. por isso, compartilho como está sendo e vou dar algumas sugestões.

antes de tudo, a massa. bom, massa de pizza é super básica e peguei a receita no blog chubbyvegan.

dá pra fazer tantas misturas deliciosas pra recheio que fica difícil escolher.

no caso usei em ambas as pizzas molho de tomate simples e uma “molhadinha” com azeite de oliva. se puder fazer um molho com tomates fresquinhos e bem temperado vai bem também.

então, a pizza 1 foi: champinhon, cebola, azeitona preta e pedacinhos de queijo vegetal. eu não usei desta vez, mas pimentão vai super bem nessa combinação.

pizza 2: queijo vegetal, tomate em cubos, brócolis e alho picado.

sobre o queijo.

nós usamos um dos únicos que encontramos que parecia ficar melhor pra pizza. é produzido pela empresa britânica de produtos vegetarianos The Redwood foods. este queijo se chama “cheezly” e simula o queijo Edam. é vegan e sem glútem.

Ele é bom e ficou legal na pizza, mas particularmente não vejo necessidade de um “queijo” na pizza, ainda mais recheando bem com vegetais, pois pra mim vegetais assados já é algo bem foda :D

Bolo de chocolate

Finalmente consegui deixar um bolo de chocolate veg bem fofo e molhadinho! Fiquei tão feliz que vou atualizar o blog com a receita.

ingredientes e processo na ordem:

– aqueça o forno à 180 graus –

 

2 xícaras de farinha de trico

2 colheres (sopa) BEM cheias de chocolate em pó

1 xícara de açucar

– em uma tigela misture bem –

 

1/4 de xícara de óleo

1 xícara de água morna

meia colher (sopa) de fermento em pó

– misture acrescentando a água aos poucos até formar uma massa homogênea e cremosa –

 

1 maçã picada

– misture e coloque numa forma média untada com creme vegetal e farinha. em seguida ponha no forno e aguarde cerca de 25 minutos. retire e deixe descansar em cima do fogão –

no caso eu ainda derramei por cima aquela calda básica de chocolate (creme vegetal, chocolate em pó e açucar), mas aí vai da preferência de cada um :)

 

mousse de chocolate (a base de abacate)

Essa receita encontrei neste blog, mas fiz uma pequena modificação para o meu gosto.

Os ingredientes são simplesmente:

  • meio abacate maduro
  • meia xícara de chocolate em pó
  • 1 colher de chá de açucar (mais ou menos)

Bata o abacate (pode ser no liquidificador) até ficar cremoso. Junte o chocolate em pó e mexa bem. Acrescente o açucar à gosto.

É possível que alguns pedaçinhos da fruta fiquem inteiros, mas eu também não vejo problema nisso.

A quantidade da receita pode render para até 3 porções (o abacate é bem consistente).

E com um moranguinho vai bem.