lugar nenhum | eterno retorno

Depois de mais ou menos 2 anos sem tocar, o Lugar Nenhum volta a se reunir para mais uma apresentação. O repertório é o mesmo, e as músicas continuam disponíveis no site lugarnenhum.net, incluindo encarte/cartaz com textos e as letras das músicas.  Desta vez, quem compartilha esse momento com a banda são as meninas do Mad Dorothys. Abaixo, vai a minha colaboração com um cartaz handmade+digital.

LN-2013

bicicletada na cidade da chuv… bicicleta!

Joinville possui vários títulos que a definem, um deles é “cidade das bicicletas”. Porém seus representantes não se esforçam o suficiente para manter este título.Oficialmente a chuva não é considerada entre os títulos, mas quem vive lá sabe bem que a natureza faz seu trabalho mais do que o suficiente para receber esse título.

Pra cidade que é mais da chuva do que da bicicleta, aí está mais um cartaz para a bicicletada de Joinville.

2013-bici-chuvaville

cartaz: massa crítica joinville

Cartaz feito para a massa crítica de joinville do mês de fevereiro.

Aproveito pra convidá-los a participar da volta que a galera vai dar pela cidade com seus veículos não motorizados, em especial a bicicleta.

Todos desejam uma cidade acessível, em que haja respeito e que todos convivam bem. As condições oferecidas aos ciclistas nas ruas de Joinville (como na maioria das cidades) apresentam muitos problemas, porém temos que olhar a situação como um todo, pois os problemas estão interligados e cada mudança num ponto afeta também os outros.

Por isso a temática escolhida para este mês é o transporte coletivo por conta da licitação que está ocorrendo este ano. A ação também será em apoio a Frente de Luta pelo Transporte Público que vem trabalhando desdo final do ano passado para que a situação do transporte coletivo na cidade seja levada a sério, priorizando os interesses da população. A luta é por um transporte que seja realmente público, gratuito e de qualidade, garantindo à todos o acesso à cidade.

Então, bora encontrar a galera amanhã (24/02) às 18h na praça da Bandeira!

E só para finalizar o post do cartaz, mostrar uma pouquinho de como foi o processo, como sempre :P

Ao lado está o rascunhão em caneta nanquim que depois foi digitalizado. Mas a diagramação foi toda no computador mesmo.

stencil

Vou mostrar aqui um pouco do processo e resultado que tive com a técnica de gravura stencil. Este trabalho foi feito em 2011 para meu TCC, sendo uma das ilustrações do projeto gráfico de um livro. A ilustração é derivada desta imagem e foram produzidos dois moldes para representá-la com variação de tom. O stencil oferece um resultado interessante, além de ser uma técnica simples e barata para fazer impressão.

É indicado fazer o molde com uma folha de gramatura mais alta para resistir às aplicações de tinha. Pode-se utilizar materiais impermeáveis também como radiografias descartadas, porém para imagens mais detalhadas sugiro o papel.

Aplicação em papel vegetal:

Craft: Uma nova rede de artífices

Vou tentar fazer um resumo do meu trabalho de conclusão na graduação de design apresentado na última semana, que se chama: Projeto gráfico-editorial sobre Craft com aplicações de técnicas artesanais, que se trata do projeto e produção do livro Craft: Uma nova rede de artífices.

Contexto

O avanço das redes de computadores tem sido um grande agente estimulador de mudanças de comportamento, principalmente no que se refere às atitudes de colaboração, compartilhamento, pró-atividade e auto-exposição. Esta situação provavelmente se associa a um comportamento notável em que Lupton (2006) examina que em todos os lugares pessoas têm produzido suas próprias coisas com diferentes fins, seja por economia, satisfação estética ou pela independência das grandes corporações. A autora destaca que o princípio destas motivações de práticas e políticas se concentra no prazer em desenvolver uma ideia, concretizá-la e compartilhar essas experiências.  A associação que se faz com a internet ocorre por esta motivar a liberdade e a autonomia, o que estimula a repetição destas posturas em outras atividades em que a produção é acessível. Esta iniciativa por um consumo alternativo em que a pessoa participa da produção de sua própria mercadoria tem origem no “faça você mesmo”, filosofia que se baseia no sentido não denotativo de “produzir com as próprias mãos”, em que não há a necessidade de ser especialista no assunto, mas ter o simples objetivo de aprender e fazer acontecer.  Entende-se que este comportamento sai do âmbito da internet e se transpõe para a vida real por meio da valorização de uma vida mais simples em contraste com as novas tecnologias, no qual o “faça você mesmo” e a prática artesanal aparecem como pontos relevantes dessas mudanças. É a partir disto que o trabalho esteve embasado, no qual o Craft, ao exaltar a importância do artesanato criativo, conseguiu força através de um instrumento de tecnologia, a internet.

Conceito

O trabalho tem como objetivo desenvolver o projeto gráfico-editorial para o livro Craft: uma nova rede de artífices, em que é abordada a comunidade Craft – prática que valoriza o artifício da produção criativa e a filosofia do “faça você mesmo” ao propor um renascimento do artesanato tradicional.

Como princípio tem-se a valorização da prática em projetos de design a fim de promover a aprendizagem por meio de técnicas manuais e artesanais.

Além de conceitos relacionados ao Craft, há também o conceito de experimentação no design que é explorado a partir de técnicas artesanais e materiais não habituais no design gráfico, e assim busca-se evidenciar a importância do processo no desenvolvimento de projetos.

Projeto

No que se refere ao conteúdo visual do livro, o conceito se torna visíveis por meio dos elementos editoriais como ilustrações, letras desenhadas, impressões por meio de stencil e serigrafia, recorte de papel e a encadernação. Quanto ao conteúdo textual, este foi produzido por Oriel Frigo, que se propôs a apoiar o projeto ao contribuir com reflexões sobre o Craft relacionando-o a outros temas, como questões históricas e de comportamento, relações de trabalho, ativismo e feminismo.

Buscou-se produzir o livro da forma mais artesanal possível com os recursos que se tinha. Sendo assim, eu produzi todos os desenhos, o stencil, o papel reciclado da primeiro página, a impressão (serigrafia) no papel reciclado e na capa, assim como o bordado e o revestimento com tecido e a encadernação. Não consegui imprimir o miolo em serigrafia, pois eu não tinha o material adequado para o nível de detalhamento, então foram impressas em serigrafia por uma empresa especializada. O resultado do trabalho pode ser conferido abaixo.

Para quem tiver interesse em conhecer a comunidade Craft, estes temas são abordados em textos breves divididos em cinco capítulos, com os seguintes títulos: Introduzindo o Craft; A nova onda do Artesanato; Craft e as relações de trabalho; Craftivismo; Craft e Feminismo.
Além disso, o título escolhido para o livro foi “Craft: Uma nova rede de artífices”, em que o título principal evidencia o assunto tratado no material, enquanto o subtítulo relaciona a forma como esta comunidade de artífices interage, como uma rede ligada a vários pontos que transmite informações, o que pode facilmente estar relacionado à internet e que certamente representa o Craft na era da informação.

Obs.: A versão virtual é a digitalização do material impresso. Então o aspecto ficou bem diferente do real. Quem tiver a oportunidade de ir no departamento de design da Univille, pode conferir o modelo fisicamente.

LUPTON, Ellen. D.I.Y.: Design It yourself. New York: Princeton Architectural Press, 2006.

luminária feita com cds

Este projeto foi feito em 2008 para a matéria de meios de representação do curso de design.

A proposta era construir uma lumirária e que sua forma fosse seccionada.

Eu não sabia ainda que material usar até que me deparei com uma caixa com dezenas de cds de uma versão desatualizada do ubuntu e que iriam ser descartados. Peguei a caixa e começei a pensar em como montar uma luminária com aquilo. Pensei em colocar uma lâmpada entre o buraco do cd, mas não encontrei uma lâmpada tão estreita.

Como na universidade tem uma oficina de marcenaria, a solução era aproveitar as maquinas para cortar o material. Juntei os cds e montei uma forma em que eles se encontrassem e que teria espaço para encaixar a lâmpada. Risquei o corte para cada cd e levei na marcenaria onde cortei um por um (cerca de 50 peças).

Depois de cortados, veio a hora de montá-los.

Entre um cd e outro usei pedaçinhos de e.v.a. de 2mm colados com “super bonder”, deixando espaço suficiente para a luz sair.

Todos os cds têm que ser colocados seguindo uma ordem (ex: horária), pois precisam ser encaixados. Caso contrário, pode ocorrer um espaço maior entre eles em alguma parte.

Nos 3 últimos cds é interessante colar um papel estampado ou decorar da forma que preferir antes de colar com os outros cds.

Depois vem a parte elétrica. O materiais básicos são: uma lâmpada que não esquente muito e no formato que entre no buraco da luminária, o  soquete, o fio, o plug e as ferramentas para instalar.

Para a base utilizei uma caixa quadrada de papelão. Fiz um orifício no diametro do soquete para ele ficar fixo.

Depois de tudo montado o resultado ficou assim:

E aí está o teste pra ver se ilumina mesmo.

Pinhole

Vou iniciar este blog falando sobre uma atividade que realizei essa semana.

Sou estudante do curso de Design aqui em Joinville e Fotografia está entre as matérias que cumpro (com prazer). A seguir vou falar sobre a atividade realizada e mostrar o resultado.

Pinhole é uma forma de fotografar sem usar lente, onde precisa-se apenas de um recipiente fechado (caixa ou lata, por exemplo) que impeça a entrada de luz, agindo como uma câmera escura. Esse recipiente deve conter um orifício (que só será aberto no momento da captura da imagem fotografada) e um filme ou papel fotográfico, que registrará a imagem.

A palavra pinhole vem do inglês e significa “buraco de alfinete”, porém o tamanho do orifício pode variar de acordo com o tamanho do recipiente e a distância que ele mantém do papel/filme. O meu foi feito com alfinete em uma lata.

A tampa da lata era de plástico, por isso foi fixado um pedaço de papel cartão e colocado fita isolante. Depois deve-se pintar todo o interior com tinta preta fosca.

Foi feito um orifício maior na lata com uma furadeira. Então tive que recortar um pedaço de lata de alumínio e fixar em cima do buraco maior para poder furar o alumínio com um alfinete. A fita isolante serve como obturador.

Papel fotográfico em negativo. Abaixo estão as fotos invertidas.

2ª tentativa, pois a 1ª deixei pouco tempo exposta e não pegou nada.

3ª tentativa, ficou meio borrado.

4ª tentativa, ficou muito borrado.

O resultado ficou bem modesto, mas valeu a experiência.